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Problemas Oculares no Recém-Nascido e na Criança

Problemas Oculares no Recém-Nascido e na Criança
Mitos e verdades sobre problemas oculares no recém-nascido e na criança

Conjuntivite no recém-nascido
O mito: Conjuntivite no recém-nascido não é perigoso.
Basta pingar leite materno nos olhos do bebê, lavá-los com água boricada ou usar qualquer colírio que tudo se resolve.
A verdade: Quando a conjuntivite aparece logo no primeiro dia de vida, geralmente é irrativa- relacionada como o colírio de nitrato de prata a 1% de uso obrigatório na hora do nascimento, mas não ocasiona problema ocular.
Porém, se o recém –nascido apresenta conjuntivite após o segundo dia, o caso é muito relacionado com ação de bactérias, sendo a da gonorréia a mais perigosa.
Este tipo de conjuntivite aparece nos dois olhos e provoca grande inchaço das pálpebras (dificultando a sua abertura), além de intensa produção de secreção amarelada, que rapidamente reaparece após a limpeza.
Se não for tratada imediatamente, pode levar à cegueira em poucos dias. O tratamento em geral é feito com antibióticos sob forma de injeção e colírios.
O mito: Criança com conjuntivite só deve usar colírio fraco e nunca antibiótico, para que os olhos não se acostumem. Caso contrário, quando precisar realmente, antibiótico não fará mais efeito.
A verdade: Criança com conjuntivite infecciosa dever ser tratada com colírio antibiótico prescrito pela oftalmologista. Este tipo de colírio não “vicia” e só deve se usado quando realmente necessário.
Os colírios ditos “fracos” (água –com açúcar) não são recomendáveis para conjuntivites infecciosas, pois não apresentam resultados satisfatórios. Eles só devem ser usados caso o médico encontre alguma alteração ocular no recém-nascido. Na dúvida, entre em contato com seu oftalmologista.
Catarata Congênita
O mito: Recém–nascido com catarata congênita só poderá ser operado quando crescer.
A verdade: O Recém–nascido portador de catarata congênita nos dois olhos dever ser submetido a cirurgia o mais rapidamente possível (nos primeiros meses de vida), visto que, para a visão se desenvolver, é necessário que as estruturas oculares estejam transparentes desde o nascimento. Algumas cataratas congênitas podem ocorrer em apenas um olho ou aparecer meses após o nascimento.
A criança pode ainda ter catarata causada por traumatismo, uso de corticóide ou por doenças intra-oculares. Nesses casos a cirurgia, quando indicada, não precisa ser realizada com tanta urgência.
Glaucoma congênito

A verdade: A presença de buftalmina (globo ocular grande) e córnea edemaciada (inchada e azulada), com lacrimejamento constante e fotofobia (horror e luz), indicam a existência de glaucoma congênito e outra doença ocular no recém-nascido.
Glaucoma ocorre em função do aumento da pressão do olho e, quando acontece na criança, o tratamento é cirúrgico e deve ser realizado precocemente. O glaucoma congênito é uma das causas mais freqüentes de cegueira em crianças e, na maioria dos casos, aparece nos dois olhos. Ele pode evoluir para o descolamento de retina, hemorragias internas oculares e atrofia do globo ocular, enfraquecendo a visão.
Lacrimejamento no recém-nascido
O mito: O lacrimejamento no recém–nascido não é perigoso. Geralmente se cura sozinho.
A verdade: Lacrimejamento no recém-nascido nunca é normal. A causa mais comum (principalmente quando ocorre apenas em um olho) é a obstrução das vias lacrimais (canal da lágrima entupido). A obstrução das vias lacrimais acomete cerca de 33% dos bebês, sendo que a maioria dos casos tem cura espontânea, ou com massagens e uso de colírio antibiótico. Mas, se não houver solução, dever ser feita uma sondagem das vias lacrimais no primeiro ano de vida.
Retinoblastoma
O mito: Pupila branca é sempre sinal de catarata.
A verdade: Nem sempre a pupila branca(leucocoria) no recém-nascido significa que ele é portador de catarata congênita; pode tratar-se de uma retinopatia do recém-nascido (doença que acomete os prematuros quando se expõem a alta concentração de oxigênio na incubadora) ou retinoblastoma (tumor ocular). Em ambos os casos o tratamento deve ser imeditato.
Toxoplasmose
O mito: Bichinhos de estimação não fazem mal à saúde das crianças.

A verdade: As fezes do gato, cachorro e aves podem transmitir uma doença que provoca inflamação interna (uveíte), podendo levar à perda de visão.
Já que o perigo está no contato com as fezes do animal , uma boa solução é treiná-los para que façam suas necessidades em local apropriado. Mais importante ainda é ensinar a criança a não colocar a mão na boca e habituá-la a lavar as mãos sempre que brincar com o bichinho. Areia de playgraund também constitui foco de contaminação, se não for bem cuidada. Os princípios de higiene são fundamentais nesse caso. Para se ter uma idéia da gravidade desta doença, se uma gestante tiver toxoplasmose, seu filho poderá nascer com déficit visual.
Vícios de refração
O mito: Meu filho não sabe nem falar direito, por isso ainda não é hora de levá-lo para fazer um exame oftalmológico.
A verdade: O fato de a criança ser ainda muito nova não impede que se realizem os exames oftalmológicos.
Recomenda-se que toda criança seja examinada aos dois, quatro e seis anos de idade, ou ainda em qualquer momento, quando alguma anormalidade em seus olhos ou em seu comportamento visual for notada.
Algumas crianças precisam usar óculos desde o primeiro ano de vida, por exemplo, nos casos de catarata congênita e estrabismo. Mas lembre–se de que não há idade fixa para se procurar um oftalmologista!
O mito: Se os pais usam óculos, o filho também usará.
A verdade: Quando os pais usam óculos com lentes acima de sete graus há uma tendência maior dos filhos precisarem usá-los desde pequenos. Isto não é uma regra absoluta. Porém, recomenda-se aos pais que se enquadram neste caso levarem seus filhos com dois anos de idade ao oftalmologista ; ou antes, caso percebam alguma anormalidade visual.
O mito: Meu filho enxerga apenas com um olho, por isso não deixo que ele force a visão.
A verdade: O fato de uma criança enxergar apenas com um olho não acarreta nenhum esforço visual extra ao olho que enxerga. Nenhum tipo de atividade visual convencional pode fazer mal nesse caso.
Por sua vez, o adulto com visão monocular pode se habilitar para dirigir carros de passeio, mas tem limitações para manobrar veículos de carga, ônibus e pilotar aviões.
O Mito: Se uma criança começa a usar óculos, nunca mais vai deixá-los.
A verdade: Óculos não viciam. Quando uma criança tem que usar óculos é porque não enxerga perfeitamente em razão de miopia (globo ocular maior que o normal) , hipermetropia (globo ocular menor que o normal) ou astigmatismo (irregularidade na forma da córnea e/ou do cristalino). Se você privar uma criança de usar óculos, seu rendimento escolar e o desenvolvimento de sua visão podem ser prejudicados.É importante lembrar que as lentes dos óculos somente direcionam os raios de luz para o lugar certo, isto é, a retina. Assim nos casos de miopia, as lentes empurram a imagem para trás (lentes divergentes); nos hipermétropes, trazem a imagem para frente (lentes convergentes); nos astigmáticos, as lentes corrigem a imagem distorcida(lentes cilíndricas).
O mito: Prefiro que meu filho use lentes de contato a óculos assim ele não machuca o nariz, fica mais bonito e o grau não aumenta.
A verdade: As lentes de contato não são indicadas para crianças menores de 13 anos . Por serem colocadas sobre a córnea, elas podem levar a graves alterações oculares quando usadas incorretamente. Além do que, o uso de lentes de contato exige maturidade e conhecimento de sinais e sintomas de perigo. Elas apenas são recomendadas para crianças quando a finalidade é terapêutica e não estética; mesmo porque, lentes de contato não estabilizam a visão.
O mito: Criança que estuda demais acaba tendo de usar óculos, porque a leitura enfraquece a visão.
A verdade: O desenvolvimento da visão está relacionado a estímulos visuais; é importante deixar a criança usar a visão para que possa desenvolvê-la. Assim, nenhum esforço visual é prejudicial ao olho, ao contrário, é um exercício para a visão.
Tem-se a impressão de que, cada vez mais, as crianças estão usando óculos, na verdade, ocorre que hoje o acesso a exames oftalmológicos é muito maior. O número de pessoas que necessitam de óculos vai aumentando de acordo com a idade e não com as atividades visuais. Até os 17 anos 15% dos escolares necessitam de correção óptica; esta cifra sobe para 55% entre as pessoas de 18 a 40 anos de idade.
O mito: Ler com pouca luz prejudica a visão, especialmente na infância.
A verdade: Ler com pouca luz só é ruim para quem não consegue ler sem uma luz forte , o excesso ou a insuficiência de iluminação cansam e dificultam a leitura, porém não prejudicam os olhos. Deve-se ler sob a luz, ou seja, a fonte de iluminação não deve provocar sombras nem reflexo no objeto de leitura ou de trabalho.
O mito: Luz fluorescente prejudica a visão.
A verdade: Luz fluorescente (luz branca) não prejudica a visão. As crianças podem estudar em ambientes com qualquer tipo de luz, branca = fluorescente, amarela = lâmpada convencional, halógena, desde que não esteja falhando (piscando) ou fazendo sombra no papel, o que provoca cansaço visual e irritação após algum tempo de estudo.
O mito: Computador prejudica a visão; por isso não deixo meu filho que já usa óculos ficar muito tempo na frente da tela
A verdade: O computador exige um esforço visual que pode levar ao cansaço , porém não causa lesão nos olhos. O cansaço pode ocorrer por excesso de atividade (sem intervalos) ou simplesmente pela falta de óculos. Verifique se a criança fica comodamente à frente da tela e se a mesma está localizada na altura do seus olhos.
Mesmo os adultos devem regular sua necessidade de intervalos para descansar, quando trabalham à frente do computador. A indicação é parar a atividade por alguns minutos ao sentir o cansaço. Deixar os olhos fechados ou fixar um ponto distante (olhando para longe ). Compressas de água fria também dão alívio aos sintomas.

O mito: Não deixo meu filho ficar muito próximo à tela da TV porque isto pode prejudicar sua visão.
A verdade: As televisões não emitem raios que possam prejudicar os olhos. Porém é mais confortável sentar-se pelo menos a 1m do aparelho de televisão. Na verdade, convém não deixar a criança horas e horas em frente à TV , porque ela acaba perdendo muito tempo em situação passiva, em vez de desenvolver atividades que estimulem a reflexão e a destreza corporal.
O mito: coitadinha da criança que precisa usar óculos!
A verdade: O uso de óculos não prejudica a criança , ao contrário, é um auxílio para que ela possa enxergar confortavelmente. Sem contar que o bom funcionamento dos olhos é um dos fatores mais importantes do desenvolvimento intelectual. Devemos ter pena das crianças que não podem comprar óculos para enxergar e que por isso têm seu desenvolvimento prejudicado!
O mito: A criança cega ou com visão fraca não pode freqüentar escola comum.
A verdade: A criança cega ou deficiente visual deve freqüentar escola comum, pois raciocina como qualquer outra criança; só não enxerga como as outras. Para suprir as dificuldades existentes, deverá receber orientação suplementar com uma professora especializada em reabilitação de deficientes visuais. Talvez também necessite de auxílio óptico especial, lentes de aumento, lupas ou telelupas que ampliam as imagens. Além disso, o convívio sadio com outras crianças serve de estímulo para seu desenvolvimento sensório–motor e para sua adaptação ao mundo.
O mito: Daltonismo tem cura se tratado logo na infância.
A verdade: Não existe cura para o daltonismo. O daltônico apresenta incapacidade de reconhecer as cores verde e vermelha e, em alguns casos mais complicados, ele só percebe as cores branca, preta e cinza. O oftalmologista poderá fazer um teste de percepção de cores em crianças com mais de 04 anos.
O daltonismo é congênito, isto é, passa de pais para filho, atingindo quase exclusivamente os homens. As mulheres costumam ser apenas portadoras da doença, mas não a desenvolvem. A inflamação do nervo óptico ou a intoxicação medicamentosa podem alterar a visão das cores, nestes casos procure logo um oftalmologista.
Estrabismo e ambliopia:
O mito: Levar um susto, ter uma febre alta ou ficar exposto ao vento forte pode virar os olhos para dentro.
A verdade: Vento, chuva, poeira ou qualquer fenômeno da natureza não provocam estrabismo. Cada olho possui seis músculos que, para manter os olhos em posição paralela, devem apresentar uma sincronia de movimentos. O estrabismo ocorre por um desequilíbrio na força desses músculos, levando o olho para dentro(convergente), para fora (divergente), para cima ou para baixo(vertical). O desequilíbrio muscular que pode levar ao estrabismo é congênito mas também pode ser causado por trauma local, diabetes e doenças degenerativas. Quando existe estrabismo e o olho desviado manda ao cérebro uma imagem totalmente diferente da enviada pelo olho que se encontra em posição correta, ocorre uma supressão da imagem do olho desviado, isto é, o cérebro não registra a imagem enviada pelo olho “torto”.
É bom frisar que o olho “torto” não desenvolverá a visão enquanto não ficar na posição correta e não for estimulado a exergar. O olho com visão mais fraca é chamado de amblíope.
O mito: Estrabismo sara sozinho.
A verdade: Até seis meses de vida, a criança pode apresentar movimentos descoordenados dos olhos, ou ficar estrábica por alguns segundos. Porém, depois dessa idade, se ela apresentar qualquer alteração no paralelismo dos olhos, deve passar por uma consulta oftalmológica, a fim de evitar que o estrabismo se torne permanente e a criança desenvolva ambliopia (olho mais fraco; preguiçoso).
O mito: Se eu levar meu filho estrábico ao oftalmologista, ele vai querer operá-lo!
A verdade: Nem todo estrabismo necessita de cirurgia. As etapas para o tratamento do estrabismo são as seguintes:
1. uso de óculos (quando há necessidade);
2. oclusão do olho com melhor visão (com tampão), para poder estimular o olho amblíope (preguiçoso, mais fraco) a enxergar;
3. cirurgia, se necessário;
O mito: Quanto maior o grau de óculos, pior é a visão;

A verdade: Temos de diferenciar quantidade de grau e qualidade de visão. Podemos encontrar crianças usando óculos de grau alto mas com qualidade de visão satisfatória, bem como outras com óculos de grau baixo e qualidade de visão ruim por problemas oculares, tais como ambliopia, estrabismo, cicatrizes etc .
Conjuntivite alérgica
O mito: Não tem remédio, meu filho é muito alérgico por isso coça o nariz e os olhos insistentemente.
A verdade: Quando a criança é alérgica, pode apresentar uma conjuntivite (coceira, sensação de areia, lacrimejamento, olho vermelho e fotofobia - aflição de abrir os olhos na claridade) que permanece até a puberdade. Essa conjuntivite deve ser vigorosamente tratada , para evitar complicações irreversíveis.
O ato de coçar os olhos é muito prejudicial, podendo causar irritação, vermilhidão, doenças da córnea (ceratocone - córnea cônica), queda da pálpebra e inclusive facilitar infecções. O tratamento geralmente é feito com o uso de colírio antialérgico e compressas de água fria.
Inflamações das pálpebras
O mito: Bolinha na pálpebra sempre é tumor.
A verdade: Geralmente uma bolinha na borda da pálpebra, próxima aos cílios, siginifica que uma das glândulas palpebrais está obstruída e recebe o nome de terçol (hordéolo externo); e outras , mais profundas que inflamadas recebem o nome de calázio (hordéleo interno).
O terçol sempre se resolve espontaneamente entre três e cinco dias, por isso os diversos tratamentos caseiros são dispensáveis. Os hordéolos internos, ou calázio, resultam da obstrução das glândulas maiores localizadas no meio da pálpebras e nem sempre se curam com tratamento clínico. A aplicação de pomada oftálmica e de compressas de água morna costuma dar bons resultados. Caso isso não resolva, o calázio pode ser removido cirurgicamente. O mito: As caspas do couro cabeludo podem infectar os cílios. A verdade: Caspas nos cílios recebem o nome de blefarite, que é uma inflamação na pele das pálpebras, onde estão os cílios. É diferente da caspa do couro cebeludo e não passa da cabeça para os cílios. A blefarite dever ser tratada, pois leva à queda de cílios e, se as caspinhas entram dentro do olho, tornam-se irritativas, podendo ocasionar úlcera de córnea. O tratamento é simples mas deve ser freqüente, pois a blefarite reincide: consiste de limpeza de borda palpebral com shampoo neutro após compressas de água morna.
Acidentes oculares
O mito: Em se tratando de crianças, acidentes são sempre imprevisíveis
A verdade: Pesquisas mostram que a grande maioria dos acidentes oculares ocorrem entre cinco e 14 anos de idade, sendo que 75% se dão com o sexo masculino. Geralmente esses acidentes ocorrem quando a criança está brincando, mas com certeza eles podem ser evitados.
Veja como evitar alguns acidentes oculares em crianças:
A) Queimadura ocular por líquido escaldante na panela = Vire o cabo das panelas para dentro do fogão.
B) Queimadura química ocular por produto de limpeza = Mantenha longe do alcance das crianças todos os prdutos de limpeza.
C) Queimadura por fogos de artifício = Não ofereça às crianças rojões, bombinhas ou qualquer outro tipo de fogos de artifíicio.
D) Perfuração= Não forneça às crianças tesouras, facas, ou qualquer objeto pontiagudo. Evite deixar a criança bater ferro contra ferro; uma lasca pode perfurar o olho.
O mito: Criança fica sempre segura no banco de trás do automóvel.
A verdade: Criança deve permanecer no banco de trás do veículo e sempre usando cinto de segurança. No entanto, muitos pais descuidam e deixam que ela fique na posição mais perigosa: no banco de trás debuçada sobre dois bancos da frente. Nesse vão entre os dois bancos dianteiros, a criança está totalmente solta e indefesa.
É preciso tomar cuidado, porque, se ocorrer um acidente, a criança poderá sofrer traumatismos graves na cabeça, especialmente na região dos olhos

Dr. Newton Kara José

 
 
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